*dep. fed. RN 1955,
1958-1963, 1964, 1965-1967 e 1968.
Raimundo
Xavier Fernandes nasceu em Mossoró (RN) no dia 6 de abril de
1908, filho de Francisco Xavier Filho e de Francisca Fernandes Xavier.
Formou-se
em medicina e odontologia no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no ano de
1934, iniciando a carreira profissional em sua cidade de origem e depois em
Natal. Em 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, integrava uma caravana
médica em viagem de estudos em Berlim, então capital da Alemanha. Devido a
dificuldades de contato com os representantes diplomáticos brasileiros, deixou
o país através da interferência da embaixada da Suécia. Depois de passar alguns
dias em Estocolmo, seguiu para os Estados Unidos, onde se especializou durante
um ano em otorrinolaringologia, em Washington e na Filadélfia. Regressando ao
Brasil em 1940, dedicou-se à clínica particular no Rio de Janeiro, e no ano
seguinte, após sua aprovação em concurso para o Ministério da Agricultura,
passou a trabalhar na Policlínica dos Pescadores.
Em
1950, de volta a seu estado natal, ingressou na política, e, nas eleições de
outubro de 1954, obteve uma suplência de deputado federal pelo Rio Grande do
Norte na legenda da Aliança Social Progressista, formada pelo Partido Social
Progressista (PSP), agremiação a que pertencia, e pelo Partido Social
Trabalhista (PST). Exerceu o mandato de abril a junho de 1955 e depois disso
foi nomeado diretor da Divisão de Organização Hospitalar do Ministério da
Saúde, dirigindo sua atenção para o serviço de assistência aos mutilados em
todo o país. Em 1957 representou o Brasil no Congresso Internacional de
Hospitais, realizado em Lisboa. Nesse evento, apresentou um trabalho em
colaboração com o professor Teófilo de Almeida sobre a história do hospital no
Brasil.
Prometendo
lutar pela recuperação da indústria salineira de seu estado, o reaparelhamento
do porto de Areia Branca e a valorização da região de Moçoró, e contando ainda
com o apoio dos deficientes físicos, cujo voto foi acusado de explorar durante
a campanha eleitoral, no pleito de outubro de 1958 elegeu-se finalmente
deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda do PSP, obtendo 12% da
totalidade da votação no estado. No mês seguinte retornou à Câmara, ainda como
suplente, aí permanecendo durante toda a legislatura que se iniciou em
fevereiro de 1959.
Em
outubro de 1962, candidatou-se à reeleição na legenda da Cruzada da Esperança,
composta pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Democrata Cristão
(PDC), mas conseguiu apenas uma suplência. Deixando a Câmara em janeiro de
1963, a ela retornou entre maio e outubro desse ano, em junho e de agosto a
novembro de 1964, e ainda de fevereiro a março, de julho a outubro e a partir
de dezembro de 1965. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato
Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo,
filiou-se ao partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Nessa
legenda obteve nova suplência em novembro de 1966, deixando a Câmara em janeiro
de 1967. Tornou a ocupar uma cadeira de abril a julho e de setembro a 7 de
novembro de 1968, quando veio a falecer em sua cidade natal.
Exerceu
a presidência do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI).
Foi
casado com Maria de Lurdes Porto Xavier Fernandes, com quem teve três filhos.
FONTES: CÂM. DEP. Deputados;
CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (6); TRIB. SUP. ELEIT. Dados
(3, 4, 6 e 8); VAITSMAN, M. Sangue.
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